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Projeto social apoiado por registradores mineiros leva jovens para intercâmbio nos EUA


21 de agosto de 2017

"Sonhe grande, pois ter sonhos grandes dá o mesmo trabalho dos sonhos pequenos". O pensamento de Jorge Paulo Lemann é a mensagem do projeto Desafiando Gigantes, coordenado pelo Instituto Guma – organização sem fins lucrativos em Minas Gerais –, com a parceria do Sistema Divina Providência. O titular do Registro de Imóveis da Comarca de Betim/MG, Vander Zambeli Vale (membro do Conselho Deliberativo do CORI-MG), é o idealizador da iniciativa. O registrador de imóveis em Vespasiano/MG, Luciano Dias Bicalho Camargos (membro do Conselho Fiscal do CORI-MG), também é apoiador e cofinanciador do projeto.

O Instituto Guma, formado por entusiastas que buscam contribuir por um mundo melhor, por meio de seu trabalho e dedicação, mobiliza a captação de recursos de formas alternativas em prol de projetos sociais para crianças e adolescentes em Belo Horizonte. Desde 2013, quando começou a fazer doações para o Instituto, o registrador Vander Zambeli tinha o objetivo de realizar um curso voltado para áreas educacional e cultural. Foi, então, em 2014, que surgiu o Desafiando Gigantes, um projeto que consiste no aprendizado da Língua Inglesa como vetor de integração social para jovens carentes do município de Santa Luzia/BH.  

O projeto

Na primeira edição, realizada de 2015 a 2017, foram recrutados 25 jovens, entre 13 e 16 anos, em escolas públicas de Santa Luzia. Com duração de dois anos, o curso formou, em abril de 2017, o total de 18 alunos. “O projeto tem o mérito de permitir que crianças e adolescentes, deixados à própria sorte em comunidades carentes, sejam inseridos na sociedade pelo aprendizado da Língua Inglesa. Percebemos, ao longo do curso, que eles se sentiram muito valorizados, pois viram que existem pessoas preocupadas com o futuro deles”, disse Vander Zambeli.

Coordenadora do Instituto Guma, Fernanda Cruz explica que o projeto visa, além da inclusão social e profissional, melhorar o acesso ao mercado de trabalho em cargos com melhor remuneração, entre outros objetivos. “O inglês tornou-se a língua falada nos quatro cantos do mundo. Conhecê-la é estar incluído em todo o processo de comunicação e desenvolvimento social, político e acadêmico. Também oferecemos, ao mesmo tempo, acompanhamento social e psicológico e reforço em Língua Portuguesa”.

Os incentivos do Desafiando Gigantes não param por aí. Ao final do curso, a cada dois anos, os alunos que obtiverem o melhor desempenho são premiados com um intercâmbio de um ano nos Estados Unidos. “A ideia era premiar dois, mas nesta edição, cinco foram selecionados, sendo que duas já foram, o terceiro, patrocinado totalmente pelo Vander, viaja nos próximos dias, e mais dois vão no ano que vem”, conta Fernanda Cruz.

O investimento em prol da educação

O registrador de Betim explica que os recursos são oriundos, basicamente, de benefício fiscal do Imposto de Renda, ou seja, não há gasto algum do doador, pois 100% da doação são restituídos pela Receita Federal com correção pela Selic. “Queremos enviar mais alunos no final do próximo curso, mas não sei se vamos conseguir. A meta é aumentar cada vez mais, isso se novos colegas aderirem ao projeto”.

O investimento é alto para os intercâmbios? Vander Zambeli diz que não, pois, segundo ele, trata-se de um investimento com custo muito inferior ao de se manter um adolescente em casas de recuperação. “Melhor adotar essas crianças e adolescentes com o fascínio decorrente da fluência do Inglês do que permitir que o fascínio se volte para a marginalidade. Infelizmente, as comunidades carentes, conhecidas também como favelas, não inspiram os jovens, senão pelo sucesso aparente, mas às vezes convincentes, de pessoas que não tracejam o caminho do bem, da família, dos valores”, ressalta.        

Vander Zambeli acrescenta que, além de tudo, o sucesso de cada grupo, mesmo os que não conseguem o intercâmbio, haja vista a insuficiência de verba, irradia na comunidade como resultante do esforço e dos estudos. “A comunidade sente que há pessoas que se preocupam verdadeiramente com seus moradores e suas dificuldades. Sente também o grande valor da solidariedade das pessoas e do Estado, que aprova leis em benefício dos pobres e daqueles que se esforçam honestamente”.                       

Os familiares dos alunos, segundo Vander Zambeli, ficam muito felizes. “Seus filhos sentem-se mais estimulados para os estudos em geral. Passam a se interessar mais pelas outras matérias na escola. Até o relacionamento familiar melhora, conforme relatos dos pais. Enfim, o projeto provoca uma onda de melhorias na vida de cada um dos participantes”, finaliza.

Alegrias e grandes expectativas

Karine Wayne Soares Batista, 16 anos, foi uma das selecionadas para o intercâmbio. No Texas desde 11 de agosto, ela mandou uma mensagem. “Essa oportunidade está sendo maravilhosa, incrível. Espero que esse projeto continue ajudando as pessoas a fazerem um curso de inglês, conhecer outro país, outra cultura, fazer amigos. Por muito tempo, tudo isso era só um sonho distante. Agora, estou aqui, e muito feliz. Vou concluir o Ensino Médio aqui nos EUA e vai ser muito legal, estou ansiosa. Sou muito grata a todos que me ajudaram a realizar esse sonho, que ainda está acontecendo e já está sendo muito maravilhoso. Só tenho a agradecer. Sou muito grata a tudo que está acontecendo na minha vida, sinto-me feliz e realizada. Espero que Deus retribua tudo a essas pessoas que ajudaram a mim e a outros jovens a fazer o curso de inglês e também o intercâmbio”.

Amanda Pereira Soares, 16 anos, também foi selecionada com a bolsa de estudos nos Estados Unidos. Antes de embarcar, na sexta-feira (18/8), ela deixou uma mensagem. “O curso foi realmente uma oportunidade incrível. Lá nos aprendemos mais do que a Língua Inglesa, aprendemos lições para a vida. O projeto só trouxe alegria e boas mudanças. Olhando para trás, vejo o quanto valeu a pena me esforçar e estudar com dedicação. Agora poderei construir um futuro melhor para mim e para as pessoas que eu amo. O intercâmbio sempre foi um sonho, mas um sonho distante, pois eu sabia que meus pais jamais poderiam arcar com as despesas. O projeto mudou minha vida, a vida da minha família. Meu coração está transbordando de gratidão e felicidade. Agradeço primeiramente a Deus, que preparou e tem cuidado de cada detalhe. Em seguida, a todas as pessoas envolvidas e empenhadas desde o começo. Realizar esse sonho é o melhor presente que já recebi. Estou extremamente animada, com um pouco de medo, mas sei que tudo isso vai contribuir para o meu crescimento pessoal, intelectual. Serão experiências que carregarei por toda vida. Estou muito, muito feliz”. 

Mais informações

Fernanda Cruz

Rua Rio Pombra, 454 - Carlos Prates, Belo Horizonte/MG

(31) 2513-4305 / (31) 995226704

Fonte: CORI-MG






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